Shhh, shhh… devagarinho, devagarinho….

por Clara Pieroni, proprietária de Poggio Imperiale Apartments

A carta já estava pronta. A professora havia recomendado de não esquecer nada. Na sala da quarta série, no Istituto della Santissima Anunziata a Poggio Imperiale reinava um silêncio naquela manhã de um longe dezembro de 1961. Sim, não havia esquecido de pedir desculpas pelas ações não boas cometidas durante aquele ano. Nem me havia esquecido de pedir ao Papai Noel de levar um presente à todas as crianças do mundo que não tinham a mesma sorte minha de ter os pais por perto. E por fim, agradecia pelo presente que havia decidido de me trazer. Alguma coisa, pensava, ele me traria, pois eu havia feito todos os deveres da escola. Só de pensar na surpresa me deixava ansiosa! Sim, tudo estava pronto. Poderia finalmente pincelar a cola sobre o envelope! Mas antes, como uma chuva, era a vez dos gliters cor prata, depois aquele dourado e por fim aquele vermelho. Que maravilha… aquela era a parte que eu mais me divertia! A carta era deixada sobre a árvore, à espera que Papai Noel a lesse na noite de Natal.
Aquela noite era sempre interminável. Eu e meu irmão Carlo bisbilhotávamos sem que nossa mãe nos escutasse…parecia escutá-lo chegando de longe…talvez fosse ele…mas no fim o sono sempre vencia!
Ao acordar, corríamos para a casa dá Vó Clara, chamada de Ghega por nós netos, pois ali nos esperava a árvore e todas as surpresas! A casa de Poggio Imperiale, onde a vó Ghega morava, era para nós crianças um lugar mágico. Cheio de lugares onde se esconder, coisas antigas, todas com uma própria história, que adorávamos escutar mil vezes a vovó contar.
Chegando na casa da vovó, corríamos direto para a sala e parávamos de frente ao escritório do vô Guido (que infelizmente não era mais entre nós). A cortina vermelha bordeaux estava fechada. As duas abelhas de cerâmica de De Ruta estavam em guarda à frente dela para que nós crianças não à abríssemos. Eis as batidas de meio dia da igreja em Porta Romana: era o sinal oficial da abertura das cortinas por vovó Ghega!
Que maravilha aquela árvore altíssima, cheia de luzes! O seu perfume se espalhava pela sala completamente preenchida por livros. Me sentia envolvida de tanto calor. O mundo era ao meu redor.


“Que a felicidade e as cores desta festa entre no seu coração e te doe tanta serenidade.” 

Texto Original em italiano:

“Zitti, zitti, piano, piano…”
La lettera l’avevo scritta. La maestra si era raccomandata di non dimenticare niente. Nella classe IV elementare, all’Isitituto della Santissima Annunziata al Poggio Imperiale, regnava un silenzio laborioso quella mattina di un lontano Dicembre  1961. Sì, non avevo dimenticato di chiedere scusa per le azioni non buone, commesse durante l’anno. Né avevo dimenticato di dire a Babbo Natale di ricordarsi di portare un regalo a tutti quei bambini del mondo che non erano fortunati come me, perchè senza genitori. E infine, sì, lo ringraziavo per i doni che avesse deciso di portarmi. Qualcosa, pensavo, mi avrebbe portato, perchè il mio dovere a scuola lo avevo fatto. La sola idea della sorpresa mi elettrizzava! Ecco, tutto era pronto.  Potevo finalmente spennellare la “Coccoina” sulla lettera! Come una pioggia, prima toccava ai  luccichini d’ argento, poi a quelli d’oro e infine a quelli rossi. Che meraviglia…. quella era la parte che mi divertiva di più!

La lettera veniva lasciata sotto l’albero, ad aspettare che Babbo Natale la raccogliesse la notte di Natale…
Quella notte  era sempre interminabile. Bisbigliavamo mio fratello Carlo ed io, per non farci sentire dalla mamma….ci sembrava di sentirlo arrivare in lontananza… forse era lui……poi il sonno aveva sempre il sopravvento!
Al risveglio dovevamo sbrigarci e correre dalla nonna Clara, Ghega per noi nipoti, perchè lì ci aspettava l’albero e tutte le sorprese. La casa di Poggio Imperiale, dove la nonna Ghega abitava, era per noi bambini un posto magico. Pieno di posti dove nascondersi, cose antiche, tutte con una propria storia, che amavamo farci raccontare ancora e ancora dalla nonna.
Arrivati dalla nonna, correvamo subito in salotto e ci fermavamo davanti allo studio del nonno Guido (che purtroppo non era più tra noi). La tenda  rosso bordeaux era chiusa. Le due api di ceramica di De Ruta stavano a guardia della tenda, affinchè noi bambini non l’aprissimo. Ecco lo scoccare di mezzogiorno delle campane della chiesa a Porta Romana, segno ufficiale al quale la nonna Ghega apriva la tenda!
Che meraviglia quell’albero, altissimo, pieno di luci. Il suo profumo si propagava nella  stanza ovattata, completamente tappezzata di libri. Mi sentivo avvolgere da tanto calore. Il mondo era intorno a me.

Sobre Clara Pieroni
Clara nasceu em Firenze e viveu sua infância na casa da vó Ghega de Poggio Imperiale em Firenze. Nesta mesma casa hoje, ela e seu irmão Carlo Pieroni administram uma residência turística, oferecendo aluguel de apartamentos por curtos períodos. Trabalho que fazem com muito amor e dedicação. Clara também é uma amiga pessoal minha que muito gentilmente aceitou meu convite em contar o Natal de sua infância.

Espero que você leitor tenha acompanhado e revivido todos os sentimentos destes 7 contos de Natal. Desejo à você um Feliz Natal e um ano novo maravilhoso! Nós nos vemos por aqui ano que vem…

Leia também os outros contos da série “Natal é…”:
19 Dezembro: Caro Santa Claus… – Dona Brown
20 Dezembro: Uma Festa Inesquecível – Geronimo Stilton
21 Dezembro: Perfume de Doçura – Dario Loison
22 Dezembro: O Preséio das Maravilhas – Luca Carboni
23 Dezembro: Sobre a Luz das Estrelas – Franca Mazzei
24 Dezembro: Crianças de Hoje, Crianças de Ontem – Isabella Bossi Fedrigotti

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