Crianças de ontem, crianças de hoje

por Isabella Bossi Fedrigotti, jornalista e escritora

O som metálico do sino era o sinal que menino Jesus tinha acabado seus trabalhos e nós crianças podíamos entrar – a noite de véspera – no salão iluminado somente uma grande árvore coberta de velas que difundiam um cheiro de cera misturado a pinho queimado. Para mim, será sempre o cheiro de Natal. Os presentes eram quase secundários em comparação à atmosfera de encanto e mistério que nos eletrizava e um pouco também nos assustava. Por isso, nós irmão tínhamos as mãos dadas, hesitantes sobre o batente da porta, deslumbrados com a vista da árvore decorada com fios de prata. Com a forte lembrança destas sensações, procurei criar o mesmo Natal a meus filhos, na mesma casa – dos avós – onde eu havia vivido. Ma talvez porque eu não havia a sabedoria  dos meus pais o talvez porque meus filhos eram diferentes de como eramos nós, não funcionou, não de verdade. Depois de pouquíssimas vésperas que deram certo, aconteceu que, por causa de um mexer de pacotes por parte de uma tia, sabe-se lá como intercedido pelas crianças, um deles vem até mim com o rosto fechado e diz: “Agora eu entendi porque os presentes dos primos são sempre mais legais que os nossos!”.

Texto original em italiano:


Il suono argentino del campanello era il segnale che Gesù Bambino aveva finito i suoi lavori e noi bambini potevamo entrare – la sera della vigilia – nel salotto illuminato soltanto da un grande albero coperto di candeline, che diffondevano un odore di cera misto a pino bruciato. Per me resterà per sempre l’odore di Natale. I regali erano quasi secondari rispetto all’atmosfera d’incanto e di mistero che ci elettrizzava e un poco anche c’impauriva, per cui noi fratelli ci tenevamo per mano, esitanti sulla soglia, abbacinati dalla vista dell’albero dai cui rami pendevano fili d’argento. Forte di queste sensazioni, ho cercato di ricreare lo stesso Natale per i miei figli, nella medesima casa – dei nonni – dove l’avevo vissuto io. Ma forse perché non avevo la sapienza dei miei genitori o forse perché i miei figli erano diversi da come eravamo noi, non ha funzionato, non veramente. Dopo pocchissime Vigilie ben riuscite, capitò infatti che, a causa di un maneggiare di pacchetti da parte di una zia, chissà come intercettato dai bambini, uno di loro venne da me scuro in volto dichiarando: “Adesso ho capito perché i regali dei cugini sono più belli dai nostri!”.

Revista: Speciale News
N. 12 – Dezembro 2011 – Ano XX
Esselunga SpA
Matéria: “Natale è…” (págs. 25 a 31)
Textos recolhidos por Andrea Signorelli

fonte: www.informazione.it

Sobre Isabella Bossi Fedrigotti:

Escritora e jornalista italiana, nascida em Rovereto em 1948, publicou livros de sucesso, como “Amore mio, uccidi Garibaldi” (1980), atualmente contribui com artigos culturais e de costume no jornal “Corriere della Sera” de Milão.

Leia também os outros contos da série “Natal é…”:
19 Dezembro: Caro Santa Claus… – Dona Brown
20 Dezembro: Uma Festa Inesquecível – Geronimo Stilton
21 Dezembro: Perfume de Doçura – Dario Loison
22 Dezembro: O Preséio das Maravilhas – Luca Carboni
23 Dezembro: Sobre a Luz das Estrelas – Franca Mazzei
25 Dezembro: Shhh, shhh…Devagarinho, devagarinho… – Clara Pieroni

Deixe seu comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.